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Porque a vida real é sempre mais interessante;
* Vendem o pré-sal (ou seja lá o que vier abaixo dele) como a garantia do Brasil potência – uma coisa meio libertadores para os corinthianos. Por enquanto a frase ainda não foi dita no futuro do pretérito. Mas se algo der errado não adianta colocar a culpa no Monteiro Lobato.
* A imprensa perde tempo ao procurar “opiniões especializadas” sobre um determinado assunto. De apagão, a Rodoanel, a Brasileirão e câmbio é só perguntar pro Caetano Veloso.
* O pessoal que torce contra a vida de alguém precisa se acalmar. Um dia o Sarney pensou que estava tendo um infarto, mas eram só gases.
* Muita gente torce contra a Globo. Muita gente se diz cansada do monopólio da TV dos Marinho. Muita gente confundiu a repórter entrona da Record com arrogância da colega globete. Enfim… O Luciano do Valle é a excessão.
* Como diz o samba de Arlindo Cruz: “Aconteceu numa cidade muito longe daqui…”. O sangue escorre nas Filipinas. São tantas as causas e vitímas que é engraçado o país não aparecer muito nos noticiários. O bicho pega muito além das quebradas brasileiras.
* A ex mulher do premier da Itália pede pensão alimentícia cinco vezes maior do que o salário de Ronaldinho Gaúcho. Quem é o jogador de futebol mais bem pago no mundo? O Berlusconi deve merecer!
* Mulher ideal é aquele louca, neurótica, carente, que surta mesmo fora da TPM e que destroi o seu coração. As ditas “resolvidas e completas” são as verdadeiras mercenárias. Ou são sapatas e aí eu respeito.
* Amigo ideal é aquele que não perturba e não divide só problemas. E não te julga baseado numa cagada que ele mesmo cometeu. Amigo bom é só amigo. Amigos às vezes somem, os inimigos estão sempre perto. E mulheres não entendem nada disso.
* Outro dia chegou um cara pra mim é disse: “Não tenho facebook, MSN e mal acesso o email”. Logo deduzi: Esse sujeito deveria protagonizar algum filme do Clint Eastwood. É quem me conhece poderia dizer, “olha quem tá falando…”.
Fui. Jantar com a Rainha dos baixinhos e depois go to Fortaleza. E olha que eu já ganhei o dia.
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Escrevo do Palácio Iguaçu, sede do Governo do Estado do Paraná, localizado em Curitiba. Vai ser bem rápido por aqui, mas no caminho do aeroporto deu pra sentir que é uma cidade bem interessante. Calor. A boa recepção gera gentileza, que gera gentileza… Os inimigos que possuem classe também se tratam com cordialidade e isso não significa só estratégia, mas caráter. Educação sempre é bom, independente. Ter e perder o respeito, linha tênue. E nem sempre você tem escolha, mas mesmo assim o Mano Brown está certo: “Ridículo é ver o malandrão vândalo, batendo no peito, feio fazendo escândalo…”. Até faço o mea culpa por já ter protagonizado cenas típicas, mas quero dizer que trabalhar sobre pressão pode acalmar. Pressão é bom. Quem não aguenta pega o chapéu e vai embora. E se do lado da “situação” está prometida uma chuva de cadeiras, nós temos o Krav Maga – basta um dedo ou garganta a meio metro de distância e o oponente se rende. Garantido. Mas esse é um último recurso. O primeiro sempre é a informação, principal arma em qualquer combate. Dessa maneira descobrimos uma tocaia que está sendo preparada. Tem data marcada pra acontecer numa sessão de cinema. A isca foi lançada através de um convite feito por telefone. Nós já sabíamos dos planos mal intencionados do oponente, desde que a colunista social deu a letra. Checamos a informação e fizemos os planos A, B e C. Mas antes tive a lição do dia nas palavras do Godfather:
- Eaí?
- Adoro cinema e você sabe disso… Gosto dos filmes do Sergio Leone com aqueles combates cruéis, mas feitos de maneira aberta. Nesse mundo louco falta a honra. O que adianta ser somente um bom profissional? Nada. Isso é uma parte importante, mas não menos do que ser um bom filho, amigo, irmão, namorado etc. Um homem honrado é atento a tudo isso. Agora, um bom profissional é apenas um bom profissional. É pouco… Diga a eles que nós vamos.
Estou tentando aprender a jogar xadrez e uma das primeiras lições que o meu professor Policárpio (o Polica) me ensinou foi que “quanto mais sofisticado é o jogo, mas sofisticado é o opositor”. E aqui vai a mensagem: Agradecemos o convite feito e vamos comparecer a sua sessão. E vamos com a cara limpa, a informação principal no bolso e o nosso Krav Maga. Hasta 28/11.
Nesse momento recebo uma mensagem no celular. “Madonna”. Não é a cantora, que já foi embora do Brasil com o menino Jesus no colo. Significa que é a hora de colocar o boss no avião de volta a SP, com segurança. Já recebi dele a melhor das notícias desta quinta. Folga. Aceito um convite para churrasco.
PS: Depois conto a cagada monstro de uma companhia aérea, que pra remediar me concedeu uma passagem na faixa. Adiou uma visita.
PS2: Trabalhar com pressão me deixa mais calmo. Definitivamente.
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Aos meus sete fiéis leitores;
Por volta das 21h começou a chover forte na Chácara do Jockey. A Polícia e a organização do evento não combinaram e o público variou entre 10 a 20 mil. Mas tudo certo. O Faith No More abre com Reunited, bom som de preto da década de 70. Quem me apresentou a dupla foi o Vlamir, diretor musical na época que trabalhei na Antena 1. Enfim, começou a porrada. Evidence (com referência pra Zé do Caixão) cantada em português foi ducaralho, assim como From Out Of Nowhere, Epic, Easy e, claro, essa aquí. O jeito foi apelar pro peixinho na grama. Nunca soube o nome dos outros integrantes do FNM. Pudera sendo que pra um adolescente a imagem de Patton era grampeada facilmente. É legal ver que o cara não parou e tocou vários projetos no cinema e com outros grupos depois que o FNM acabou – Vi Fantomas não Claro Que É Rock, mas achei meio fraco (porém admiro o Meu Tempo é Hoje do Paulinho da Viola ). Foi com nostalgia, certeza. Ouvi FNM muito com meus amigos num tempo que não volta mais. Ainda bem. Mike Patton é admirador declarado do Brasil, tanto que entre um projeto e outro com artistas locais, pelo que consta, pegou a Bebel Gilberto (Mandou bem!). Enfim, o FNM fez um show em casa numa noite que todos ali pareciam se sentir em casa. Show do ano na lista desse Tiroteio. Noite maravilhosa e nesse caso ainda bem que choveu.
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* Os governos que vão participar da conferência sobre o clima, marcada para dezembro, em Copenhague, prometem levar propostas “ousadas” para reduzir os gases causadores do efeito-estufa. No caso do Brasil, até agora, nenhuma meta foi anunciada – os empresários pediram cautela. E o Obama vai ter que sambar (ele deve saber!), sendo que os EUA precisa crescer e, convenhamos, o american way of life não liga muito pra essa coisa de planeta. O entusiasmo inicial passou. Yes, we can.
* A Uniban expulsou a estudante Geisy e agora recuou da decisão. Viu que o seu filme queimou no mercado (de ensino superior privado). Atitude coerente para uma faculdade caça-níquel, criada pelo bicheiro Ivo Noal e cujo reitor é aliado de Maluf. E ainda têm pessoas que culpam a garota. Fuerza na peruca, Geisy!
* Hoje acontece o julgamento de Fernandinho Beira Mar pela morte de seu ex-comparsa João Morel. Beira Mar matou o colega de profissão (em 2001) porque os dois disputavam a fronteira com o Paraguai. Tem gente que diz que o Beira Mar não morre porque sabe demais. Qual o sentido disso? Nunca ouviram falar da tal queima de arquivo? Ninguém o passa porque ele paga muita gente poderosa pra continuar operando o tráfico. O Beira Mar sangue ruim não é o Marcinho VP Hobin Hood… VP morreu com uma placa nas costas: bandido não lê!
* Conheci o Pelé ontem e batemos um bom papo! Fora isso: o Palmeiras chorou e foi como o sujo falando do mal lavado. Esqueceu o Cruzeiro e agora pagou a conta no nome do Fluminense. A CBF afastou o Simon, o São Paulo assumiu a liderança e até agora ninguém quer ser campeão do Brasileiro 09. Enquanto isso o fenômeno acerta uma patada de esquerda no ângulo adversário. Estava lá no Pacaembu. Como é bom ser Corinthiano!
* Essa história de bate e volta semanal pro Rio de Janeiro está cada vez mais interessante. Aproveito pra enquadrar o Alemão à largar o osso no Leblon (Ele vai ter que ceder). No resto é cobrir agenda e depois jacaré no mar. Uma caipirinha solamente, antes 2016, enquanto os gringos não invadem de vez com seus bronzeados boto cor de rosa e olhos de injeção nas mulatas da Mangueira.
* Pra Mike Patton basta ser Mike Patton. O Faith No More tocou em casa e fez pra mim o show do ano. Entrar com Reunited foi uma boa sacada. A nostalgia dos 90 bateu na barriga de chopp dos tiozinhos (nem tão tiozinhos assim). Peixinho na poça d’água, roda e dançar juntinhos. Sábado foi um bom dia. Depois eu solto (com o atraso de sempre) uma resenha sobre a bagaça. Adendo: impagável, Xarlis!
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Vai ser pela porrada, mas quem disse que não dá pra dançar juntinho com o som dos caras?
Agora é o futebol. Prometo gols e raça!
Abraço.
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Na praia Encantada (litoral de Sta Catarina) existe uma comunidade que acredita que o mundo vai acabar em 2012. Não sei se eles estão amaparados na profecia Maia – na qual o mundo deixará de existir neste ano -, mas o fato é que essas pessoas passam os dias usando vários tipos de drogas, se alimentando de vegetais, fodendo quando lembram e divagando sobre o apocalípse. Haja saco. Se acreditasse nessa história de fim do mundo, provavelmente já estaria no Caribe torrando o limite do meu cartão de crédito. Enfim.
Esse Tiroteio anda egotrip demais, aqui faço o mea culpa. Mas é com cinismo que assumo isso, sendo que este blog é em primeiro lugar pra me agradar e depois pra sacanear os amigos. Corto esse nariz de cera pra dizer: Hoje é um puta dia feliz. Lancei uma profecia pela saúde e ela foi atendida. “Valeo”, já disse ontem na madrugada enquanto chovia em SP. Deixei algumas gotas cairem na testa só pra fazer uma cena. Foi bom.
Creio mais em diversos pretextos do que no final do mundo. Penso que certas pessoas torçam para que tudo acabe, assim como acredito que muitas pedem por mais alguns instantes de respiração. Exemplo: Numa situação de apinéia suicída, quando o fôlego acaba, independente de otimista ou não, a tendência é procurar a superfície. E acho que essa porra de planeta não vai acabar tão logo porque tem muita merda ainda pra acontecer. O tal do sempre dá pra piorar.
Mas independente das profecias (cura ou fim), o mundo só acaba ou começa pra quem quer. Assim como ser feliz todos os dias é falsidade, a depressão também pode ser um artifício. E lembro agora de uma música da Nação que se encaixa no que penso disso tudo: “Quem não vai torcer pro coração bater, dá-lhe viver, dá-lhe viver”.
Bom final de semana.
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A reunião que ontem pensava estar marcada para às 11h, hoje às 7h fiquei sabendo que foi antecipada para às 10h. Check in relâmpago rumo a Wonderful City. Prefiro acelerar o processo a tomar um chá de cadeira e nessa eu até me dei bem porque fico com a tarde livre. Dois compromissos na baixada: 1) Agenda política. 2) Convencer um alemão a aceitar logo a minha proposta. Tranquilo? Tranquilo sim.
Na mesa no Palácio Henrique de La Rocque estava um capitão da Polícia Militar, um assessor e uma linda mulher do cerimonial. E depois que os detalhes dos planos A e B foram acertados, os presentes pediram café. Eu pedi chá gelado pro rapaz que trabalha na copa da bagaça. Calor. Era hora da resenha, um papo sobre mini saias e moralismo.
O caso da estudante da Uniban de São Bernardo (SP) que foi ofendida por seus coleguinhas de classe só porque vestia uma mini saia é o exemplo nítido do que entendo por moral dos moralistas. De prima: Não prestarei qualquer solidariedade aos Bentos 16 que defendem os linchadores, com argumentos pífios que a garota deveria usar trajes mais adequados ao ambiente. Pra mim vocês são iguais os fundamentalistas religiosos que precisam dissimular o tesão por baixo do que veste.
Entenderia se o pai da garota ofendida tivesse puxado a orelha da filha. Zelo. Também acharia normal caso o namorado dela tivesse desligado o celular puto. Ciúme. Agora, qual é o barato dessas jovens cabeças que defendem a moral e os bons costumes? Pra mim não passam de filhos ou netos do DOI-CODI. E por isso mesmo mando a esses hipócritas o meu abraço apertado por trás, vestido adequadamente com a minha sunga do Timão. Sentiu?
PS1: Volto hoje pra SP, mas antes um último pulo no mar. Alguém quer alguma coisa da praia (HA!)?
PS2: Show do Faith No More. Vamo???
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Correria. Agenda no Palácio dos Bandeirantes, lavagem de carros in loco e, o melhor de todos, o tal do Tiroteio – to deveras feliz com os 95% do que virá impresso e só mais alguns retoques que já é. No meio disso ainda tem mais um bate e volta pro Rio de Janeiro amanhã, além das outras eventuais trips relâmpagos que surgirão. E o que mais gosto de uma vida sem rotina (que tem lá sua rotina) é como você passa a aproveitar os momentos livres. Logo, prometo mais um pulo no mar.
“Canto pra dizer que no meu coração…”, Paulinho da Viola.
Nesse final de 09 o Todo Poderoso resolveu me aplicar alguns tapinhas – Até em forma de um primeiro (dirigindo) tombo de moto. Fui fechado sem querer e tirando a nádega direita que ainda dói, ta tranqüilo. Mas me refiro as ligeiras bofetadas do tipo que ajudam a fixar coisas na cabeça, eventualmente perdidas no cotidiano. Coisas mais importantes do que uma calça rasgada e uma bunda ralada. Isso é merda. Falo sobre um quase clichê (adoro um): Uma morte te faz pensar em viver intensamente, com ou sem plano. E não importa o padrão, só o eixo.
“Não queimo mais a casa pra me livrar do rato…”, Gustavo Black Alien, Babylon By Gus.
Foi aniversário do meu pai neste feriado. Emocionante! Ao lado dos meus irmãos, primos, amigos, tios, cunhados tive a certeza (Fé, nego!) que se aproxima à hora de dizer: “Valeo a força, mas quem cumpriu a promessa fui eu”. Direi isso ainda essa semana. A saúde é em primeiro lugar, porque o amor (que é importante. porra!) nunca faltou. Coração.
“What a wonderful world”, Louis Armstrong.
Tanto que o fazer é a diferença, que a gente até perdoa quem faz bem e diz besteiras. O contrário que é ruim, sendo que empurra pro fim da linha. Descrédito. Casos e casos da geração Prozac. Então será cada vez menos aqui e mais no mundo real, local que sempre me interessou mais. Juro que falo por experiência: Dá um adianto!
“You don´t Know Me”, Ray Charles.
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Nenhuma linha sobre a Fundação Sarney, buraco na Paes Leme em SP, Rio 2016, alguma mulher fruta ou os PMs trombadinhas. Não que eu me acostumei a ler todas essas notícias nos jornais, aliás, longe disso. Mas tenho vergonha de certas coisas, tipo:
1) Cultura do Carão. A nova onda beira o transformismo com sujeitos de echárpe, Rayban wayfarer, além do cabelo e bigode feitos em algum pet shop da Augusta. Os adeptos desfilam nas ruas com superioridade que cheira mais a auto-defesa: “Pra você eu sou esquisito, mas entre os formadores da opinião na noite paulistana eu arraso. Out, leigo”. A moda é uma ditadura, já que muitas pessoas simplesmente se submetem.
2) Quem acusa as pessoas do meio artístico de vendido. Pô, mano! Virou bacana dizer que o Tarantino é uma bosta. Admiro a crítica não customizada, mas parece que tem gente que prefere trair o próprio gosto a dizer que gosta do que os outros gostam.
3) As cenas das novelas do Manoel Carlos (carinhosamente chamado de Manéco não só pelos atores, mas por muitos telespectadores). Fico envergonhado principalmente nos planos onde as personagens não travam diálogos e apenas sorriem uns aos outros com a cansada Bossa Nova ao fundo.
4) Dos fãs do Supla. Nada contra o papito!
5) Quando cantam parabéns no meu aniversário. Prefiro receber ovada!
6) Adultos que conversam com adultos, crianças e até cachorros imitando a voz de uma criança.
7) Não tenho vergonha da lapela, terno e gravata. Tenho vergonha (e alheia) das colegas jornalistas que me presentearam com uma serenata. Hoje aconteceu pela segunda vez. Vai ter o troco!



