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* Os governos que vão participar da conferência sobre o clima, marcada para dezembro, em Copenhague, prometem levar propostas “ousadas” para reduzir os gases causadores do efeito-estufa. No caso do Brasil, até agora, nenhuma meta foi anunciada – os empresários pediram cautela! E o Obama vai ter que sambar (ele deve saber!), sendo que os EUA precisa crescer e, convenhamos, o american way of life não liga muito pra essa coisa de planeta. O entusiasmo inicial passou. Yes, we can.
* A Uniban expulsou a estudante Geisy e agora recuou da decisão. Viu que o seu filme queimou no mercado (de ensino superior privado). Atitude coerente para uma faculdade caça-níquel, criada pelo bicheiro Ivo Noal, cujo reitor é aliado de Maluf. E ainda têm pessoas que culpam a garota. Fuerza na peruca, Geisy!
* Hoje acontece o julgamento de Fernandinho Beira Mar pela morte de seu ex-comparsa João Morel. Beira Mar matou o colega de profissão (em 2001) porque os dois disputavam a fronteira com o Paraguai. Tem gente que diz que o Beira Mar não morre porque sabe demais. Qual o sentido disso? Nunca ouviram falar da tal queima de arquivo? Ninguém o passa porque ele paga muita gente poderosa pra continuar operando o tráfico. O Beira Mar sangue ruim não é o Marcinho VP Hobin Hood… VP morreu com uma placa nas costas: bandido não lê!
* Conheci o Pelé ontem e batemos um bom papo! Fora isso: O Palmeiras chorou e foi como o sujo falando do mal lavado. Esqueceu o Cruzeiro e agora pagou a conta no nome do Fluminense. O CBF afastou o Simon, o São Paulo assumiu a liderança e até agora ninguém quer ser campeão do Brasileiro 09. Enquanto isso o fenômeno acerta uma patada de esquerda no ângulo adversário. Estava lá no Pacaembu. Como é bom ser Corinthiano!
* Essa história de bate e volta semanal pro Rio de Janeiro está cada vez mais interessante. Aproveito pra enquadrar o Alemão à largar o osso no Leblon (Ele vai ter que ceder). No resto é cobrir agenda e depois jacaré no mar. Uma caipirinha solamente, enquanto os gringos não invadem de vez com seus bronzeados boto cor de rosa e olhos de injeção nas mulatas da Mangueira.
* Pra Mike Patton basta ser Mike Patton. O Faith No More tocou em casa e fez pra mim o show do ano. Entrar com Reunited foi uma boa sacada. A nostalgia dos 90 bateu na barriga de chopp dos tiozinhos (nem tão tiozinhos assim). Peixinho na poça d’água, roda e dançar juntinhos. Sábado foi um bom dia. Depois eu solto (com o atraso de sempre) uma resenha sobre a bagaça. Adendo: impagável, Xarlis!
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Vai ser pela porrada, mas quem disse que não dá pra dançar juntinho com o som dos caras?
Agora é o futebol. Prometo gols e raça!
Abraço.
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Na praia Encantada (litoral de Sta Catarina) existe uma comunidade que acredita que o mundo vai acabar em 2012. Não sei se eles estão amaparados na profecia Maia – na qual o mundo deixará de existir neste ano -, mas o fato é que essas pessoas passam os dias usando vários tipos de drogas, se alimentando de vegetais, fodendo quando lembram e divagando sobre o apocalípse. Haja saco. Se acreditasse nessa história de fim do mundo, provavelmente já estaria no Caribe torrando o limite do meu cartão de crédito. Enfim.
Esse Tiroteio anda egotrip demais, aqui faço o mea culpa. Mas é com cinismo que assumo isso, sendo que este blog é em primeiro lugar pra me agradar e depois pra sacanear os amigos. Corto esse nariz de cera pra dizer: Hoje é um puta dia feliz. Lancei uma profecia pela saúde e ela foi atendida. “Valeo”, já disse ontem na madrugada enquanto chovia em SP. Deixei algumas gotas cairem na testa só pra fazer uma cena. Foi bom.
Creio mais em diversos pretextos do que no final do mundo. Penso que certas pessoas torçam para que tudo acabe, assim como acredito que muitas pedem por mais alguns instantes de respiração. Exemplo: Numa situação de apinéia suicída, quando o fôlego acaba, independente de otimista ou não, a tendência é procurar a superfície. E acho que essa porra de planeta não vai acabar tão logo porque tem muita merda ainda pra acontecer. O tal do sempre dá pra piorar.
Mas independente das profecias (cura ou fim), o mundo só acaba ou começa pra quem quer. Assim como ser feliz todos os dias é falsidade, a depressão também pode ser um artifício. E lembro agora de uma música da Nação que se encaixa no que penso disso tudo: “Quem não vai torcer pro coração bater, dá-lhe viver, dá-lhe viver”.
Bom final de semana.
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A reunião que ontem pensava estar marcada para às 11h, hoje às 7h fiquei sabendo que foi antecipada para às 10h. Check in relâmpago rumo a Wonderful City. Prefiro acelerar o processo a tomar um chá de cadeira e nessa eu até me dei bem porque fico com a tarde livre. Dois compromissos na baixada: 1) Agenda política. 2) Convencer um alemão a aceitar logo a minha proposta. Tranquilo? Tranquilo sim.
Na mesa no Palácio Henrique de La Rocque estava um capitão da Polícia Militar, um assessor e uma linda mulher do cerimonial. E depois que os detalhes dos planos A e B foram acertados, os presentes pediram café. Eu pedi chá gelado pro rapaz que trabalha na copa da bagaça. Calor. Era hora da resenha, um papo sobre mini saias e moralismo.
O caso da estudante da Uniban de São Bernardo (SP) que foi ofendida por seus coleguinhas de classe só porque vestia uma mini saia é o exemplo nítido do que entendo por moral dos moralistas. De prima: Não prestarei qualquer solidariedade aos Bentos 16 que defendem os linchadores, com argumentos pífios que a garota deveria usar trajes mais adequados ao ambiente. Pra mim vocês são iguais os fundamentalistas religiosos que precisam dissimular o tesão por baixo do que veste.
Entenderia se o pai da garota ofendida tivesse puxado a orelha da filha. Zelo. Também acharia normal caso o namorado dela tivesse desligado o celular puto. Ciúme. Agora, qual é o barato dessas jovens cabeças que defendem a moral e os bons costumes? Pra mim não passam de filhos ou netos do DOI-CODI. E por isso mesmo mando a esses hipócritas o meu abraço apertado por trás, vestido adequadamente com a minha sunga do Timão. Sentiu?
PS1: Volto hoje pra SP, mas antes um último pulo no mar. Alguém quer alguma coisa da praia (HA!)?
PS2: Show do Faith No More. Vamo???
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Correria. Agenda no Palácio dos Bandeirantes, lavagem de carros in loco e, o melhor de todos, o tal do Tiroteio – to deveras feliz com os 95% do que virá impresso e só mais alguns retoques que já é. No meio disso ainda tem mais um bate e volta pro Rio de Janeiro amanhã, além das outras eventuais trips relâmpagos que surgirão. E o que mais gosto de uma vida sem rotina (que tem lá sua rotina) é como você passa a aproveitar os momentos livres. Logo, prometo mais um pulo no mar.
“Canto pra dizer que no meu coração…”, Paulinho da Viola.
Nesse final de 09 o Todo Poderoso resolveu me aplicar alguns tapinhas – Até em forma de um primeiro (dirigindo) tombo de moto. Fui fechado sem querer e tirando a nádega direita que ainda dói, ta tranqüilo. Mas me refiro as ligeiras bofetadas do tipo que ajudam a fixar coisas na cabeça, eventualmente perdidas no cotidiano. Coisas mais importantes do que uma calça rasgada e uma bunda ralada. Isso é merda. Falo sobre um quase clichê (adoro um): Uma morte te faz pensar em viver intensamente, com ou sem plano. E não importa o padrão, só o eixo.
“Não queimo mais a casa pra me livrar do rato…”, Gustavo Black Alien, Babylon By Gus.
Foi aniversário do meu pai neste feriado. Emocionante! Ao lado dos meus irmãos, primos, amigos, tios, cunhados tive a certeza (Fé, nego!) que se aproxima à hora de dizer: “Valeo a força, mas quem cumpriu a promessa fui eu”. Direi isso ainda essa semana. A saúde é em primeiro lugar, porque o amor (que é importante. porra!) nunca faltou. Coração.
“What a wonderful world”, Louis Armstrong.
Tanto que o fazer é a diferença, que a gente até perdoa quem faz bem e diz besteiras. O contrário que é ruim, sendo que empurra pro fim da linha. Descrédito. Casos e casos da geração Prozac. Então será cada vez menos aqui e mais no mundo real, local que sempre me interessou mais. Juro que falo por experiência: Dá um adianto!
“You don´t Know Me”, Ray Charles.
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Nenhuma linha sobre a Fundação Sarney, buraco na Paes Leme em SP, Rio 2016, alguma mulher fruta ou os PMs trombadinhas. Não que eu me acostumei a ler todas essas notícias nos jornais, aliás, longe disso. Mas tenho vergonha de certas coisas, tipo:
1) Cultura do Carão. A nova onda beira o transformismo com sujeitos de echárpe, Rayban wayfarer, além do cabelo e bigode feitos em algum pet shop da Augusta. Os adeptos desfilam nas ruas com superioridade que cheira mais a auto-defesa: “Pra você eu sou esquisito, mas entre os formadores da opinião na noite paulistana eu arraso. Out, leigo”. A moda é uma ditadura, já que muitas pessoas simplesmente se submetem.
2) Quem acusa as pessoas do meio artístico de vendido. Pô, mano! Virou bacana dizer que o Tarantino é uma bosta. Admiro a crítica não customizada, mas parece que tem gente que prefere trair o próprio gosto a dizer que gosta do que os outros gostam.
3) As cenas das novelas do Manoel Carlos (carinhosamente chamado de Manéco não só pelos atores, mas por muitos telespectadores). Fico envergonhado principalmente nos planos onde as personagens não travam diálogos e apenas sorriem uns aos outros com a cansada Bossa Nova ao fundo.
4) Dos fãs do Supla. Nada contra o papito!
5) Quando cantam parabéns no meu aniversário. Prefiro receber ovada!
6) Adultos que conversam com adultos, crianças e até cachorros imitando a voz de uma criança.
7) Não tenho vergonha da lapela, terno e gravata. Tenho vergonha (e alheia) das colegas jornalistas que me presentearam com uma serenata. Hoje aconteceu pela segunda vez. Vai ter o troco!
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Os termos mais pesquisados de busca por internautas a este Tiroteio (não é comédia!): “cobra urutu, vagabundo sai pela janela e não morre no tiroteio, sucuri, corrupto vigarista”.
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Conheci a Marianna e o Bruno na páscoa passada, quando o casal me recebeu na casa deles no Balneário de São Sebastião, precisamente no Jardim Botânico, sovaco direito do Corcovado. Foi quando eu conheci melhor também o Rio e desde o chopp no Jóia me senti acolhido por pessoas do Bem – pensava que todos os cariocas eram meio Augustinho Carrara (rs!), mas o Bruno mostrou que não. Dias de boa conversa sobre as veias da Lapa e Santa Teresa, na classuda feijoada, observando a orelhada na praça enquanto as costelas experimentavam o brechó, sem contar que antes teve o sobe\desce o bonde andando… Assim como eu, a Marianna gostava muito dos livros. Só que ela vivia da literatura de uma maneira que eu admirava (palavra usada por invejosos), pois além de ler e escrever ela trabalhava numa daquelas livrarias pequenas, só que mais aconchegante do que as bookbusters da Paulista. Não sei se ela gostava de fato, mas admirava essa dedicação. Já disse que ela estava escrevendo um Livro… Não sinto a dor da (s) pessoa (s) que eu conheço e hoje sofre (m), que perdeu uma amiga, uma mulher. Nesse momento, pra eles também é uma dor física. Fóda. Tô aqui sentado em frente à janela, olhando o trânsito na AV. Morumbi. Chove muito em SP, mas pode chover porque hoje não tem caos pra mim nem na Marginal. Vou a pé pra padaria desejando força pra quem ama a Marianna e ficou. Vida que segue até a morte, certo. Que todos os meus amores vivam bem e muito. E acabo de decidir que vou tomar uma cerveja. Uma única e sincera cerveja. Dar uns goles em silêncio e em alguma hora dizer baixinho: A vida é boa, mas cabulosa. E pra constar no rodapé: Se a vida é a gente que escolhe, da morte o que dizer? Sei lá. Na minha vaga ainda não.
PS: Nonsense baixei um antigo disco do U2. Muito Bom.
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Fui ver o novo do Tarantino, mas esse texto não é sobre o filme. Aos cidadãos educados, que seguem o mínimo das regras da boa convivência antes do famoso “desce do carro e vai brigar”, que orgulhosos se revoltam com o tratamento recebido em terra estrangeira (eu não fui nem pro Paraguai!), que ainda não pifaram por embotamento cerebral e conhecem o infalível efeito bumerangue quero apenas dizer duas coisas: Educação e bom senso. A linha que nos separa dos primos mais peludos e que evita a fadiga, porque o stress não vale um combate direto. Eis;
1) Moça, não é porque você tem uma respeitável rabeta, que sua bolsa é de um marca famosa e invejada na sua turma, que você pode furar a fila. Explico melhor: Sua bunda não é alvará pra porra nenhuma. E ela furou dois caras na minha frente. Foi o jeito: “Se deixarem você pode ficar atrás de mim”. Resumindo a cocóta ficou puta comigo, depois com o namorado que concordou comigo e teve que ir pro final da fila. A cena não poderia ter sido evitada e não foi. Não ao menos enquanto houver cocótas desafiadoras. Cocótas desafiadoras com lindas rabetas.
2) No ingresso dizia: Sessão Bastardos Inglórios, sala 02. Examinei o bilhete depois da exibição e nem em letras miúdas tinha algo como: Faça amigos. Fui ao cinema porque acho que os filmes do Tarantino valem o preço e não pra ouvir casal discutindo ou os comentários do engraçadão de camiseta e cachecol de como “as cores dos filmes do Quentin dialogam com os personagens”. Primeiro: Que filme você está vendo? O Clã das Adagas Voadoras? O Tarantino é muito bom porque é mais simples que isso. Já diria um velho português vendedor de bolinhos de bacalhau: “Menos é mais”. E o mais importante: “Por favor, fala mais baixo”. Ok? Ok.
3) Se até o cinema não bota mais fé no mocinho, por que acreditar neles na vida real? “Um helicóptero foi derrubado a tiros e pelo menos 15 pessoas morreram – entre elas dois PMs – devido a confronto entre traficantes rivais em morros da zona norte do Rio”.
4) Estranha obsessão essa de algumas pessoas quererem notoriedade e respeito por nada. “Eu já viajei com tal DJ”, ”Fui na balada com esse ator”, “Sou amigo de tal grafitero, que já fez exposição na França…”. E eu nem perguntei. Aconteceu na 13 de Maio em SP. Não leva a mal, mas isso só é importante pra você.
5) O gelo é o verdadeiro vilão. Uma hora ali no copo e quando você menos espera ele some.
6) Sinuca só acaba na nega.
7) Sobre Bastardos Inglórios o filme tem várias referências da obra do Tarantino, o ex atendente de locadora, que novamente usou suas habilidades para fazer o que sabe: Entreter o público com sangue.
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Chuva forte, garoa, vento, sol, mar bom pra nadar, run run run, ler, escrever, caiçara moleque metido com crack, gente humilde, muito gaúcho e pouco barriga verde, gente rica, carne, cerveja, resolver, Al Capone, estudante bêbado, Radiohead, Miles Davis, Mundo Livre, Alice, Vanderléia, DG, Mãos de Cavalo, The Road, 77, Corinthians, Grêmio, Inter e outras coisas.
Garopaba confirmou pra mim um fato esquecido que o litoral de Sta Catarina completa os sentidos de quando resolvo ir a playa. Gosto de mar gelado pra nadar, da alternância de clima, dos preconceitos que formam o caráter, das possíveis notícias que podem ser garimpadas e desta vez com amizades feitas.
“Não tem peixe, pescador”. Já faz anos que a cultura da pescaria ta morrendo na região. Grandes barcos equipados com um dispositivo chamado sonar deixam para os pescadores o que resta dos cardumes de tainhas, anchovas e outras espécies. É um negócio chamado sobrevivência e uma cultura que dependia disso pra se sustentar e que agora vê a terceira geração se afundar num troço chamado crack, tarja preta, depressão, convite ao fim do mundo. Pai bêbado desempregado, mãe segurando a onda e adolescente sem rumo. Os “ligeiros” vão estudar em Tubarão ou em Floripa, mas parecem poucos. E nas poucas épocas de fartura, avisa o Galera, valia mais a regra de quem ajuda a puxar a rede leva um peixe pra um ensopado ou brasa. Uma cultura de 300 anos indo e essa coisa de autonomia do capital que já se vão vinte anos no Brasil, desde o Collor, e agora eu em posição diferente nesse jogo de xadrez. Porque é simples.
“Onde os fracos não têm vez, monstro!”. Tive o privilégio de ver 30% do Cachalote e posso dizer que vem histórias boas aí (né Mr. Hu!). O traço do Rafael Coutinho tá fóda e o Daniel disse que está cada vez melhor. O Galera fez churrasco, me apresentou a Ferrugem, trocamos idéias de livros, music, life, Mercearia e vim embora pra SP com um amigo. E de quebra quebrará uns galhos com últimas leituras e quebrou com o Mãos de Cavalo, que ainda não tinha lido. Viajar pra lá tipo prefácio de um livro. E foi confirmado por ele também: Cormac McCarthy é uma lenda viva. E o Al Capone é um dos melhores bares que eu já freqüentei.
“Disse que vinha, vim”. 450 Km foram percorridos e agora mais de mil separam, mas tem um bate e volta previsto aí antes de decidir qualquer coisa, porque não importa se é putaria ou amor, mas fazer simplesmente. E ver as opiniões do que eu escrevo de uma pessoa que devora livros e nem se interessa em escrever porque fala pra caralho… Mulheres. “Tu gosta como?“, “Do que?“, “Do seu ovo, JM rs”. Um tira onda com o outro e a conversa rola fácil. Professora que combina com o barba ruiva, combinamos. E sem tirar o fato de todas as outras qualidades e defeitos, linda. Gosta de Marisa Monte e eu gosto, gosta da tal Jewel e eu suporto, gosta de comédia romântica e eu não, ama Old Boy assim como eu e canta Sweet Home Alabama sem vergonha nenhuma… Canta bem. Porque não existem as gaúchas, mas a gaúcha. Não queria dá a letra, mas desde quando ela disse em SP desencano e lanço porque achei lindo. Alice.
“A minha situação era essa: Tinha acabado de levar um pé na bunda, com um ser vivo crescendo dentro de mim e a maioria das pessoas estavam assustadas dentro de suas casas”. Repórter esportiva setorista do Palmeiras, abandonada pelo namorado, um jogador de futebol que vai jogar na Turquia, que não menstruava há dois meses e não sabia o porque, que se vendo “solitária e livre” numa cidade de caixotes resolve fazer o que tem que ser feito. A cidade está prestes a entrar em estado de sítio porque uma gangue declarada falida pelo governador decidir atacar. Se isso é verdade ou mentira? Nenhuma e nem outra coisa. É um romance.